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Olá, Fazemos parte da turma de Especialização em Gestão Educacional em redes EAD - UFPI-CEAD, polo de Teresina. O grupo responsável pela criação deste blog é composto por Doraneide,Virgínia e Raimundo.Estaremos conectados neste AVA para socializarmos experiências e atividades dirigidas ao curso ou a nosso cotidiano de trabalho.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Discussões formuladas na EPT

Relações interinstitucionais (MEC, Rede federal, Estados, Municípios, Movimentos sociais, Universidades, Sistema S, outros)

1. O papel do governo federal na implementação das políticas públicas da EPT
O governo federal quando da implementação dessas políticas, torne realmente possível o acesso, permanência e conclusão da educação básica numa perspectiva politécnica ou tecnológica com qualidade e de forma universalizada na faixa etária denominada “regular” e que essas políticas venham realmente promover a inclusão social da clientela que se destina de forma que tenham um amparo legal, fundamentado e regido por normas governamentais que assegure a sua viabilização, financiamento propondo mecanismos permanentes de para assegurar a expansão, a qualificação dos profissionais formados.
2. As alternativas para garantir a consolidação da EPT nos estados e municípios
Uma legislação clara e objetiva que determine e sirva como diretrizes concretas e definidas para cada município e estado, e que na implantação do sistema da EPT seja percebível que o acesso irá de fato “abarcar” a população que mais precisa da formação, que os cursos oferecidos sejam realmente voltados para uma necessidade local, levando em consideração a cultura, economia, realidade social de cada região.
3. A contribuição dos movimentos sociais, sistema S, universidades na contribuição das políticas públicas da EPT
Seria interessante que quando da implantação de políticas públicas na esfera da EPT procurassem promover antes de tudo uma ampla discussão destes setores em torno da estruturação dos cursos oferecidos pela EPT, já que todas estas instituições tem em comum o “profissional” que será formado e que atuará no mercado de trabalho, portanto estes setores da sociedade deveriam estar intimamente ligados na estruturação, regulamentação e oportunizando o exercício de uma prática profissional e a inserção social de adolescentes, jovens e adultos.
4. Outros que também podem e devem fazer parte destas discussões
Organizações não governamentais, representantes da educação básica pública e privada, representantes de empresas, enfim, todos que representem um apoio e envolvimento com a EPT.

Divulgação, acesso e permanência do estudante da EPT
1. Estratégias de divulgação que podem ser utilizadas para que a sociedade tenha conhecimentos de curso da EPT e participe
Divulgar nos meios de comunicação (rádios, TV, jornais ET..), fóruns, congressos, palestras em escolas, universidades, associações de moradores, sindicatos, etc. e não somente as discussões como também descentralizar as formas de acesso (inscrições, matrículas etc..) seria bem interessante no sentido de esclarecer e fornecer informações e oportunidades para a sociedade.
2. Formas de acesso para o aluno da EPT
A seleção que é realizada hoje por muitas instituições que oferecem a modalidade de ensino EPT, geralmente nivelam seus futuros alunos por seleção objetiva de provas, mas acredito que outras formas deveriam ser vistas, como a própria disponibilidade de vagas para inscrição somente, não cobrança de taxas, e se houvesse que fosse um valor ínfimo, seleção por aptidão prática, entrevista, análise de desempenho nas séries anteriores, enfim, que as possibilidades fossem mais acessíveis principalmente para aqueles que realmente representam o lado que sempre fica fora da inclusão social.
3. Estratégias pedagógicas e operacionais no incentivo da permanência do estudante nos cursos da EPT
Criar programa de bolsas para a Educação Profissional e Tecnológica destinadas à qualificação de docentes, tanto como à iniciação à capacitação tecnológica de alunos, regulamentarem a profissão docente incluindo os profissionais de EPT, incentivar a instituição de Educação Profissional a constituição de um núcleo de acompanhamento e formação pedagógica continuada etc...
4. Políticas de assistência estudantil implementadas para garantir a permanência do estudante nos cursos da EPT
Acima cito a questão das bolsas auxilio como uma forma de incentivo e ajuda financeira para alunos da EPT, mas também chamo a atenção que tais bolsas sejam incentivos e não somente uma forma de manter o aluno na formação, é preciso um acompanhamento por parte da equipe pedagógica dos cursos no sentido de avaliar o aproveitamento da formação na EPT, se tem atendido seus fins reais. Também ressalto uma proposta adotada já por algumas escolas de EPT, parcerias com escolas de fábricas, escolas de governo, jovem aprendiz, que simultaneamente a formação teórica tem na prática profissional também um incentivo financeiro, não uma bolsa, mas uma espécie de salário pelo trabalho realizado.

Integração da Educação Profissional à Educação Básica, na modalidade para adolescentes e para jovens adultos

1. A integração pedagógica e operacional dos técnicos de nível médio integrado ao Ensino médio para adolescentes, bem como para jovens e adultos nas diferentes instituições.
Seria interessante que houvesse na proposta dessa construção integrada, um currículo comum que surgisse a partir das discussões entre os envolvidos (professores, técnicos educacionais, representantes de instituições diretamente ligada com a EPT), que os objetivos e metas propostas neste currículo refletisse os anseios de todos estes seguimentos, formações comuns para as instituições, diretrizes pedagógicas semelhantes à proposta da EPT, encontros periódicos dos agentes envolvidos para a avaliação conjunta das ações desenvolvidas nas instituições para haver realmente uma inserção da EPT, afinal poderíamos conceituar o currículo integrado como um plano pedagógico e sua correspondente organização institucional que articula dinamicamente trabalho e ensino, prática e teoria, ensino e comunidade.
2. A construção coletiva do currículo integrado
Partir primeiramente de uma clara definição de atribuições que não deveriam estar implicadas na prática social de uma profissão; se a elaboração do perfil profissional ficar em forma de lista de atribuições, pode ser conveniente reuni-las em áreas ou conjuntos de atribuições, referindo-se cada uma um tipo genérico de atividades; de cada área de atribuição deverão ser detectadas as competências necessárias e os conceitos, processos, princípios e técnicas para o desenvolvimento de tais competências; comparar as diferentes listas de conceitos e processos para o desenvolvimento das competências, estabelecendo relações entre elas, detectando conhecimentos comuns e hierarquizando-os; cada assunto chave e sua correspondente rede de conhecimentos teóricos e práticos darão lugar a uma unidade de ensino-aprendizagem; adesão de uma prática pedagógica reflexiva, que permita ao aluno ser sujeito ativo, critico e solidário, condizente com suas realidades e possibilidades econômicas, culturais e sociais afastando a possibilidade de um ensino meramente voltado para a memorização de informações, e mecanização de comportamentos; uma metodologia que supõe planejar uma série encadeada de atividades de aprendizagem que surgem das situações do próprio serviço e avaliar conjuntamente as ações desenvolvidas por todos os agentes desencadeadores de toda a dinâmica do currículo integrado.

Formação dos profissionais da educação

1. Estratégias que podem ser realizadas para viabilizar uma formação inicial e continuada de profissionais que tenha comprometimento com integração da educação profissional à educação básica
Não se pode pensar currículo sem pensar no professor, portanto na construção deste, seja inicial, seja continuada. A questão da EPT integrada deve começar a fazer parte da formação dos professores que atuarão na educação básica e na chamada educação profissional, a prática epistemológica da EPT deve fazer parte da formação de professores nos próprios currículos das licenciaturas, ou seja, este professor atuará nesta modalidade de ensino e não é interessante que eles somente venham a ter noção e conhecimento da metodologia quando estão já atuando, é bem mais difícil conceber, se adaptar e aderir à proposta metodológica do ensino integrado, e daí uma formação periódica que estabeleça parâmetros avaliativos e formadores permanentes de uma verdadeira prática que pede a EPT.

Financiamento

1. Estratégias de financiamento que podem ser realizadas para garantir uma oferta pública , permanente e de qualidade para a EPT, a partir da articulação do governo federal, estados, municípios e demais parceiros
Quanto ao financiamento desde sua inserção na educação básica, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, que substitui o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério - FUNDEF, o qual só garantia vinculação constitucional de recursos para o ensino fundamental. Assim, o novo Fundo visa promover a ampliação dessa vinculação para a educação infantil e o ensino médio. Apesar do avanço que representa o FUNDEB, a sua criação não resolverá totalmente os problemas de financiamento para a educação básica no País, também se encontra em trâmite no congresso nacional um projeto de lei que visa à criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação profissional – FUNDEP. Essa pode ser uma solução que ajude o financiamento da EPT em geral e, em particular, do ensino médio integrado, tanto na modalidade EJA como na oferta dirigida aos adolescentes egressos do ensino fundamental, com atribuições direcionadas a municípios, estados e união.

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